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Assessoria/TJMT

Projeto de Beto Dois A Um leva internet e energia solar às escolas ribeirinhas em MT

Escolas localizadas em comunidades ribeirinhas do Pantanal e do Vale do Araguaia poderão ganhar internet via satélite, energia solar e equipamentos tecnológicos para melhorar o ensino. É o que prevê o projeto de lei do número 1954/2025 do deputado estadual Beto Dois A Um (Podemos), que está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

A proposta institui o Programa Estadual Educação Ribeirinha Conectada, que tem como objetivo levar mais estrutura às escolas que ficam em regiões de difícil acesso, onde muitas vezes a falta de energia elétrica e de conexão com a internet dificulta o aprendizado dos alunos e o trabalho dos professores.

Em fevereiro de 2026, o projeto recebeu parecer favorável da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa, avançando na tramitação.

Entre as ações previstas estão a instalação de internet via satélite, implantação de sistemas de energia solar, entrega de notebooks, tablets, projetores e outros equipamentos digitais, além da capacitação de professores para o uso das novas tecnologias em sala de aula. O texto também prevê manutenção periódica dos equipamentos e atualização tecnológica ao longo dos anos.

O projeto, segundo o deputado Beto Dois A Um, busca diminuir as desigualdades enfrentadas por estudantes que vivem em comunidades isoladas.

“O Estado de Mato Grosso possui vastas regiões ribeirinhas onde o acesso à educação enfrenta desafios extremos relacionados à distância, à ausência de energia elétrica confiável e à falta de conectividade. A internet via satélite, aliada à energia solar, oferece uma solução realista para garantir mais oportunidades e acesso à educação de qualidade para esses estudantes”, destacou o parlamentar.

De acordo com a proposta, a implantação do programa será feita de forma gradual. No primeiro ano, o Governo do Estado deverá mapear as escolas ribeirinhas e iniciar um projeto-piloto. A expectativa é que, ao final de quatro anos, todas as escolas localizadas nessas regiões sejam contempladas.

Além de beneficiar diretamente alunos e professores, a iniciativa também pretende facilitar a comunicação entre as unidades escolares e a Secretaria de Estado de Educação, permitindo acesso a plataformas digitais, materiais pedagógicos e cursos de formação continuada.

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