O projeto de lei que cria a Campanha Estadual de Conscientização sobre o Uso Racional da Tirzepatida (Mounjaro) e de outros medicamentos semelhantes deu mais um passo para se tornar lei em Mato Grosso. A proposta, de autoria do deputado estadual Beto Dois A Um (Podemos), recebeu parecer favorável da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na última quinta-feira (9) e segue avançando na tramitação.
O objetivo do projeto é orientar a população sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos como o Mounjaro, que ganhou popularidade nos últimos anos principalmente por seu efeito no emagrecimento. A proposta busca conscientizar a sociedade sobre a importância de utilizar esses medicamentos apenas com prescrição e acompanhamento médico.
De acordo com o texto, o Governo do Estado poderá promover campanhas educativas em redes sociais, meios de comunicação oficiais, unidades de saúde, escolas e espaços públicos, além de distribuir materiais informativos e firmar parcerias com profissionais da saúde e instituições para ampliar o alcance das orientações.
Entre os principais objetivos da campanha estão alertar sobre os riscos da automedicação, combater informações falsas sobre o uso desses medicamentos para fins estéticos e incentivar o uso responsável, sempre com orientação profissional.
Embora seja conhecido pelo auxílio na perda de peso, o Mounjaro é um medicamento indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e, em situações específicas, da obesidade. O uso sem indicação médica pode provocar efeitos adversos e colocar a saúde do paciente em risco.
Segundo o parlamentar, a crescente popularidade desses medicamentos nas redes sociais tem incentivado o uso sem orientação médica. “Hoje muita gente tem usado esses medicamentos por influência das redes sociais ou na busca por emagrecer rápido, sem procurar um médico. Isso é preocupante, porque a automedicação pode causar efeitos colaterais, complicações e colocar a saúde das pessoas em risco”, disse.
O deputado também ressalta que o projeto não cria novas restrições para pacientes nem altera as regras de comercialização dos medicamentos, competência que cabe à União e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proposta limita-se à criação de uma política pública de educação em saúde, com foco na prevenção e na informação baseada em evidências científicas.



